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| by - Ana Johnson |
No tempo, vejo a minha mãe, que me olha como se os meses que lhe passei dentro, abrigada, nunca tivessem existido. E que, a tempos, me conhece ou não e não reconhece as horas e nem os anos que passaram por ela, por mim, por nós. O tempo é traiçoeiro, caminha-lhe ao lado, atrás e à frente. caminha-lhe pelos mesmos sítios de sempre ( e sempre) como se fosse a primeira vez.
E os meus filhos olham-me e vejo neles um medo de que o tempo se lembre também de mim. O tempo não passa de jogo sádico que nos acontece.

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